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Mostrando postagens de abril, 2026

aprendiz

fosse um misto de insegurança e certeza, nem isso. aquilo era torpor cego, loucura. personagem comandava certeiro e brotava em cada linha mal feita, em cada palavrão dito enquanto ele dormia. determinada a fechar aquele ciclo digitava calada e faminta pelo verbo. no trigésimo nono capítulo, não era Carlos que pulava a janela e sim a realidade nua, violenta e sem alegorias, aprendia com ela.

ampulheta

via as vidraças sujas, mas não queria limpá-las. não era preguiça, tinha mais a pensar, tantas páginas para escrever, tanto o que expressar. as teclas sonoras entoavam uma canção antiga, enquanto a luz tentava passar pelo vidro. voltar o tempo é impossível, mas é o que mais desejamos. não seria mais coerente tentar pensar e aproveitar melhor o presente, para que no futuro essa sensação de querer voltar o tempo não seja tão latente?