buraco negro
datilografei mais de cem páginas perseguindo um personagem que tentei manter à distância. tarde demais, já era um objeto em órbita de colisão sem escape, atraída de volta à região de onde fora gerada. poderia me perder no céu de sua boca, feito o sentido das palavras voltadas à verborragia incrédula de quem não crê em semiótica. no trigésimo quarto descobre que nem as estrelas vivem para sempre e que perdera por completo o controle da situação, encontrava-se em colapso caindo sobre si mesma.
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