símios


enfim conseguiu chegar ao fim, eram os últimos capítulos. há quem não tenha noção desses ciclos que permeiam a existência. um assassino deveria saber que matar uma pessoa é difícil, imensamente difícil, até porque o golpe proferido é o mesmo e de igual proporção ao que lhe atinge, fere e castra, no mesmo momento que mata. e essa dor vai e volta, no mesmo lugar, como vinil sujo. ela podia dizer que se defendeu, que fora vítima dele incontáveis vezes, mas ser vítima é melhor que ser igual ao agressor, ou não? já não sabia dizer se era culpa ou redenção. a lembrança do morto era a coisa mais nítida que tinha em si. mas depois que uma pessoa morre em seu coração, não tem mais volta, não tem.


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