digressões

era mais que trabalho, a máquina de escrever, o barulho, o ritmo frenético das teclas, o cigarro aceso entre os dedos ocupados iam se tornando prisões para os dois. entre letras e paródias trágicas ela construía seus personagens, sua vida e se sabotava nas entrelinhas. ele era um xucro, mas conseguia rastreá-la nas pequenas atitudes. ambos eram arrogantes obstinados, atentos e criavam distâncias que brotavam entre rotinas solenes.



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