febre

a exatidão das coisas tirava-lhe o sono, e mesmo sem que percebesse estava presa num labirinto lógico, que negava, para no fim cair nas mesmas saídas óbvias de sempre. reverenciava os Best Sellers, os romances baratos em grandes volumes, vendidos em bancas de revistas, mas não conseguia aquilo que julgava maior e digno, escrever algo para ser lido com facilidade. queria o fervor das putas, ser vendida em todas as esquinas e em qualquer canto que a desejassem, mas era covarde demais para isso, então escrevia.



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